A incontinência urinária é definida como a perda involuntária da urina e é um problema comum, mas também muitas vezes constrangedor. Em alguns casos, a pessoa não consegue segurar a urina ao fazer esforços como tossir, levantar-se ou subir escada, por exemplo.

Apesar de ser um problema que atinge aproximadamente 10 milhões de brasileiros de todas as idades, o problema tem maior ocorrência entre as mulheres, que são 2x mais suscetíveis ao problema.

Mas, respondendo à pergunta do título, temos uma boa notícia: Sim, o método Pilates é excelente para a prevenção de incontinência urinária!

Os tipos de incontinência urinária

Entre várias classificações, os dois principais tipos de incontinência urinária são por esforço e por urgência.

Por esforço, entende-se os casos em que a pessoa não tem mais força muscular pélvica suficiente para reter a urina. Acomete tanto homens quanto mulheres, principalmente quando acontece algum tipo de lesão do esfíncter urinário.

Com isso, ações que acontecem cotidianamente podem ocasionar perda de urina, como fazer atividades físicas, subir escadas, rir, tossir ou espirrar.

Os casos de urgência se caracterizam por situações em que a vontade de ir ao banheiro é tão forte que a pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo. A principal causa deste tipo é a síndrome da bexiga hiperativa.

O que causa a incontinência?

As principais causas para a incontinência por esforço em mulheres são gravidez (pré e pós parto) e menopausa. Em ambos os casos, há alterações hormonais que ocasionam o relaxamento da cintura pélvica. Soma-se a isso os danos causados aos músculos do assoalho pélvico durante o parto natural. Tudo isso isso pode criar uma fraqueza significativa nos grupos musculares responsáveis pelo controle da urina.

Nos homens o problema normalmente ocorre pela fraqueza do músculo detrusor e da musculatura do assoalho pélvico. Problemas de próstata também são fatores de risco entre pacientes masculinos.

Como você pode ter percebido, mencionamos mais de uma vez o assoalho pélvico. Esse grupo muscular é responsável pela sustentação dos órgãos pélvicos, como bexiga, útero, reto, intestino e tudo o mais que fica na região mais baixa do abdome conhecida como pelve. Ele também é responsável pelo controle da pressão nessa região que ajuda a controlar o fluxo de urina.

A habilidade de ativar a musculatura do assoalho pélvico durante os movimentos que normalmente causam a perda de urina é essencial para diminuir esse vazamento e, consequentemente, possíveis constrangimentos. Também é essencial para dar aquele tempo extra para conseguir chegar até o banheiro.

Como o Pilates ajuda com a incontinência?

A Contrologia, nome original do método Pilates, busca o controle total e consciente do corpo. Assim, ele ajuda a prevenir o problema da incontinência urinária em três passos:

  1. Identificar o assoalho pélvico: localizado na região baixa do abdome, o assoalho pélvico é um conjunto de músculos que ajuda na sustentação de órgãos ligados aos sistemas urinário, reprodutor e digestivo.
  2. Aprender a ativar estes músculos: você já ouviu falar nos exercícios Kegel? A foto que ilustra esse post é um deles. Este é um tipo de exercício utilizado para aprender a ativar e exercitar o assoalho pélvico. Na prática do Pilates há várias outras formas de engajar este conjunto muscular, auxiliando na prevenção da incontinência urinária tanto em homens quanto em mulheres.
  3. Torná-lo funcional: por meio do método Pilates, o aluno terá maior consciência do assoalho pélvico durante a prática. O próximo passo é transpor esse aprendizado para a vida prática, aprendendo a ter esse controle nas situações do dia a dia, e não só nas posições dos exercícios.

Além de ajudar na prevenção da incontinência urinária, a consciência e controle do assoalho pélvico também reduz problemas de incontinência fecal e bexiga hiperativa, traz benefícios para a vida sexual de mulheres e também para a gestação.

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