A qualidade de vida é uma busca constante, e muitas pessoas a encontram na prática do pilates. Se para qualquer um o método atua de forma positiva, para os que possuem limitações, os benefícios são redobrados. Nesse sentido, o pilates para deficientes físicos atende a uma necessidade que precisa ser percebida.

Como se trata de um nicho que possui certas particularidades, é importante que o instrutor se informe sobre o que é preciso para trabalhar com ele da melhor forma.

Quadro médico

Aprovação e liberação médica do aluno é fundamental para a prática do pilates para deficientes físicos, conforme a profissional Jéssica Duarte, dona do Kika Duarte – Studio Pilates.

O espaço dela atende a pessoas com diversas necessidades especiais. Entre elas estão alunos com deficiência auditiva, amputações e paraplegia.

Jéssica explica que é importante haver um acompanhamento do aluno com relação a exames, como por exemplo raio X, ressonância magnética, entre outros.

“Eles são de extrema importância para se ter a noção real da condição do aluno. O profissional de pilates deve andar sempre acompanhando o diagnóstico médico, bem como a liberação de determinados exercícios, no caso de restrições”, informa.

Benefícios

O pilates para deficientes físicos ajuda esse nicho a lidar justamente com o que ele mais precisa: as limitações. Se de um modo geral o método fortifica todo o corpo do praticante, nesses casos específicos ele fortalece a musculatura ativa para compensar a deficiência.

De acordo com Jéssica, o fortalecimento muscular ajuda diretamente na praticidade da vida adaptada do deficiente. No caso de cadeirantes, por exemplo, ele diminui as dores provocadas pela má postura e impede novos desvios posturais e de coluna.

Além de tudo, o pilates para deficientes físicos atua favoravelmente no fator psicológico, motivando o praticante e melhorando a autoestima.

Exercícios

As práticas de pilates com alunos deficientes físicos requerem certos cuidados. Dependendo da limitação, nem todos os exercícios serão acessíveis.

Segundo Jéssica, conforme for a deficiência, pode haver a necessidade de um estudo de caso. De maneira geral, as práticas devem ser adaptadas de acordo com as necessidades e dificuldades do aluno.

No entanto, a profissional assegura que é possível atender a eles em turmas mistas, não sendo obrigatoriamente preciso a criação de uma específica. Ela, por exemplo, trabalha dessa forma com grupos de no máximo três pessoas.

Quanto à evolução deles, ela explica que com treino, paciência e dedicação é possível sim avançar de nível no pilates para deficientes físicos. Enfatiza também que a verdadeira motivação começa com a diminuição de dores em geral e do ganho de novas capacidades físicas.

Paratletas

A profissional cita que os paratletas são uma inspiração. A despeito das limitações que eles têm, são um exemplo de superação.

O pilates também é importante para esses paratletas. Nas paralimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, a delegação do Reino Unido adquiriu aparelhos Reformer aqui da Kauffer para que fossem usados no treinamentos dos paratletas. Veja algumas fotos disso:

Público

O pilates para deficientes físicos não é um nicho grande, de acordo com Jéssica. Ela diz que por falta de informação quanto aos benefícios da atividade física para eles, muitos se limitam apenas a sessões de fisioterapia, sem migrar ou acrescentar um treino à rotina.

A profissional acredita que esse segmento deve ser estudado e incentivado, e que essas pessoas não podem ser ignoradas. “A atividade física proporciona a melhora da qualidade de vida para elas e o pilates contribui 100% para isso”, justifica.

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